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Casos de Uso · · 9 min

Passagem de plantão com Gemini Enterprise: o caso CareShift AI em hospital de médio porte

Passagem de plantão é um dos pontos mais sensíveis da segurança do paciente. Hospital brasileiro reduziu omissões em 62% com agente Gemini Enterprise integrado ao prontuário.

Fabiano Brito

Fabiano Brito

CEO & Founder

Passagem de plantão com Gemini Enterprise: o caso CareShift AI em hospital de médio porte

A passagem de plantão com Gemini Enterprise é um processo assistido por agentes de inteligência artificial que estruturam dados clínicos para apoiar a equipe de enfermagem na transferência de turnos. Essa tecnologia é estratégica para hospitais pois reduz em 62% as omissões clínicas e em 40% o tempo de transição, mitigando falhas críticas de comunicação.

TL;DR Hospital brasileiro de médio porte (240 leitos) implantou CareShift AI sobre Gemini Enterprise para apoiar passagem de plantão de enfermagem. Em 90 dias: omissões clínicas -62%, tempo de passagem -40%, NPS da equipe +33 pts. Aprovado por CCIH, comissão de ética e CRM.
-62%
Omissões clínicas
18% → 6.8%
-40%
Tempo de passagem
45 → 27 min
96%
Adesão da equipe
após TTS por áudio
+33
NPS enfermagem
41 → 74

Passagem de plantão é o momento clínico onde mais erros graves acontecem. Joint Commission aponta comunicação falha em até 70% dos eventos adversos sentinela. Caderno + verbal + WhatsApp dominam — e perdem informação a cada turno.

Este caso mostra como a Autenticare implantou um agente que não substitui a passagem — ele a preserva e verifica. Para a implementação, contamos com a nossa Fábrica de Agentes.


O ponto de partida

  • 240 leitos, 6 unidades de internação + UTI adulto + UTI pediátrica.
  • 3 turnos de enfermagem, ~80 enfermeiros e 200 técnicos por dia.
  • Passagem manual (caderno + verbal) com média de 45 min por unidade.
  • Auditoria interna identificou 18% de informações críticas omitidas entre turnos.
  • Eventos adversos relacionados à comunicação: 14 no último ano.

O que o agente faz (e o que não faz)

1
Lê o prontuário — TASY/MV via API: evolução, prescrição, sinais vitais, exames pendentes, alertas de isolamento.
2
Monta SBAR por leito — Situação, Background, Avaliação, Recomendação. Padrão internacional adaptado ao contexto brasileiro.
3
Destaca mudanças desde a última passagem — novo medicamento, alteração de dose, exame alterado, mudança de quadro.
4
Apresenta no tablet à beira do leito com áudio opcional (TTS) para enfermeiro com mãos ocupadas.
5
Coleta confirmação do enfermeiro responsável com assinatura digital auditada.
6
Sinaliza divergências — se verbal diverge do prontuário, alerta antes de fechar.

O agente não decide — ele apresenta e verifica. Decisão clínica permanece 100% com o profissional.


Arquitetura

  • Gemini Enterprise Plus com Vertex AI Agent Builder.
  • Vertex AI Search indexando: protocolos institucionais, manuais de medicamento (Bulário), guidelines (CFM, COREN, sociedades).
  • Conector dedicado ao prontuário eletrônico via Apigee (TASY HL7 + MV REST).
  • Tools: leitura de evolução, prescrição, vitais, exames; gravação de assinatura; geração de PDF da passagem.
  • App tablet em PWA, integrado ao SSO Workspace do hospital.
  • BigQuery para auditoria e análise de qualidade.

Resultados em 90 dias

MétricaAntesDepoisDelta
Omissões clínicas críticas18%6.8%-62%
Tempo médio de passagem45 min27 min-40%
Eventos adversos por comunicação (proj./ano)145-64%
NPS da equipe de enfermagem4174+33 pts
Adesão (passagens com agente)96%novo
Tempo do enfermeiro com prontuário22 min/turno9 min/turno-59%

O dado mais importante para a diretoria assistencial não foi o tempo — foi a queda de eventos adversos. Cada evento evitado é vida preservada (e exposição jurídica reduzida).


Governança em saúde: o que precisou estar pronto

1. Aprovação ética

Comitê de ética em pesquisa do hospital aprovou o uso após review do protocolo. Não substitui CEP/CONEP para pesquisa, mas é exigência institucional.

2. Anonimização nos logs

Logs operacionais não contêm dados identificáveis do paciente — apenas leito + evento. Identificação fica apenas no prontuário.

3. RIPD com foco em sensíveis

Dados de saúde são sensíveis pelo Art. 11 da LGPD. RIPD detalhado seguindo nosso template — veja RIPD para projetos Gemini Enterprise.

4. Aderência a CFM/COREN

Resoluções CFM nº 2.314/2022 e COREN sobre uso de IA em saúde. Princípios: IA como apoio, não substituto; decisão final humana; transparência ao paciente quando aplicável.

5. Plano de continuidade

Tablet sem rede ou agente fora do ar: passagem volta ao processo manual sem ruptura. Treinamento periódico mantém a competência.

6. Auditoria CCIH

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar valida que o agente alerta isolamentos, precauções de contato e antibioticoterapia em curso.

⚠️ O que NÃO fizemos (intencional) Não automatizamos prescrição (exigiria certificação separada). Não fizemos triagem Manchester autônoma (segue com enfermeiro humano). Não usamos para diagnóstico (o agente apresenta o que está no prontuário, não interpreta clinicamente). Esses limites foram negociados com a comissão de ética antes do desenho. Romper qualquer um teria atrasado o projeto em meses.

O que aprendemos no caminho

O SBAR precisou ser regional

O modelo internacional não capturava nuances do contexto brasileiro (glosa, convênio, status SUS/particular). Adaptamos com a equipe em 4 ciclos.

Áudio mudou a adesão

Enfermeiros com mãos ocupadas (paramentação, banho de leito) consomem o resumo por áudio. Adesão subiu de 78% para 96% após adicionar TTS.

Confirmação digital virou cultura

A assinatura digital criou senso de responsabilidade individual. Combinou com a queda de eventos.

Médicos começaram a usar

Não era o público-alvo. Mas após 6 semanas, médicos plantonistas pediram acesso para visita rápida. Expansão natural.

O agente não substituiu enfermeiro — ele devolveu 13 min de prontuário por turno para o enfermeiro ficar com o paciente. Isso, multiplicado por 80 profissionais e 3 turnos, é um time inteiro de volta ao leito.

Perguntas Frequentes sobre Passagem de plantão com Gemini Enterprise: o caso CareShift AI em hospital de médio porte

Qual problema o CareShift AI resolveu no hospital? O CareShift AI, implementado sobre Gemini Enterprise, ajudou a reduzir omissões clínicas e o tempo gasto na passagem de plantão de enfermagem, além de aumentar o NPS da equipe.

Quais foram os resultados da implementação do CareShift AI? Após 90 dias da implementação do CareShift AI, o hospital observou uma redução de 62% nas omissões clínicas, uma diminuição de 40% no tempo de passagem de plantão, e um aumento de 33 pontos no NPS da equipe de enfermagem.

Como era feita a passagem de plantão antes da implementação do CareShift AI? Antes da implementação, a passagem de plantão era feita manualmente, utilizando cadernos, comunicação verbal e WhatsApp, o que resultava em uma média de 45 minutos por unidade e uma taxa de 18% de omissão de informações críticas.

Quais dados o agente CareShift AI utiliza? O agente lê o prontuário eletrônico (TASY/MV) via API, acessando informações como evolução do paciente, prescrição médica, sinais vitais, exames pendentes e alertas de isolamento.

CareShift AI para seu hospital

Quer replicar estes números na sua instituição?

Padrão CareShift se aplica a qualquer hospital com prontuário eletrônico (TASY, MV, Soul MV, Pixeon, Cerner). Implantação: 60-90 dias para o primeiro setor, 30 dias por setor adicional. Inclui RIPD, CCIH, plano de continuidade.


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