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Engenharia Agêntica · · 6 min

Agents CLI: o Google transforma seu editor em especialista ADK

Anunciado no Google Cloud Next, o Agents CLI é uma ferramenta + pacote de skills sobre o ADK que ensina seu assistente de codificação a tomar decisões de engenheiro experiente em Agent Platform. Agnóstico — funciona com Claude Code, Codex, Antigravity.

Fabiano Brito

Fabiano Brito

CEO & Founder

Agents CLI: o Google transforma seu editor em especialista ADK
TL;DR O Agents CLI (anunciado por Addy Osmani no Google Cloud Next) instala 7 skills no seu assistente de codificação — Claude Code, Codex, Antigravity — e cobre todo o ciclo de vida de um agente ADK: scaffolding, design de workflow, deploy no Agent Runtime, Sandbox, wiring de MCP/A2A, avaliação e surfacing no Gemini Enterprise. O atalho mais curto hoje entre "quero testar agentes na Cloud" e "implantei um agente real".

A parte difícil de construir um agente em 2026 não é escrever código de SDK — é saber qual dos 40+ componentes da Agent Platform usar, em que ordem, com qual configuração. Um assistente de codificação genérico adivinha. O Agents CLI ensina ele a tomar as decisões que um engenheiro experiente de Agent Platform tomaria.

O anúncio é de Addy Osmani (Director, Google Cloud AI) no Google Cloud Next — complementando o lançamento do Agent Platform em 22 de abril.


As 7 skills que o Agents CLI instala

Uma instalação única injeta um pacote coeso de skills no seu editor. Elas cobrem o agente do scaffold ao surfacing — todas alinhadas à arquitetura oficial ADK + Gemini Enterprise.

1 · Bootstrap

🏗️ Scaffolding de projeto

Layout inicial correto — estrutura de pastas, pyproject.toml, config ADK, pinos de versão compatíveis.

2 · Arquitetura

🧩 Design de workflow ADK

Escolha entre grafo sequencial, colaborativo (multi-agente) ou dinâmico — com justificativa de quando cada um cabe.

3 · Execução

🚀 Deploy no Agent Runtime

Configuração válida de Runtime com cold start sub-segundo, escalonamento e observabilidade já no dia 1.

4 · Segurança

🛡️ Integração com Agent Sandbox

Permissões least-privilege por padrão; tokens escopados, execução isolada de código gerado.

5 · Conectividade

🔌 Wiring de ferramentas

Integração correta de MCP, A2A e conectores nativos — sem colar YAML de tutorial.

6 · Qualidade

📊 Avaliação offline e online

Dataset de avaliação pré-semeado + instrumentação de métricas em produção para evitar regressão silenciosa.

7 · Entrega

✨ Surfacing no Gemini Enterprise

Publica o agente no app Gemini Enterprise — onde o usuário final chega, sem front-end custom.


Antes vs. depois do Agents CLI

Docs de MCP, docs de ADK, docs de gcloud, docs de Runtime — hoje vivem em quatro lugares. O Agents CLI colapsa isso no momento certo da decisão: quando o desenvolvedor está pedindo ao editor para gerar código.

Decisão Antes (editor genérico) Depois (Agents CLI)
Qual tipo de grafo ADK usar? Você escolhe por tentativa; o editor aceita qualquer opção Skill sugere sequencial / colaborativo / dinâmico com justificativa
Como escopar permissões do Sandbox? Copia tutorial, geralmente amplo demais Least-privilege por padrão, tokens escopados ao caso de uso
Como avaliar o agente antes de produção? Pula a etapa ou improvisa testes manuais Dataset pré-semeado + suite de avaliação offline e online
Onde publicar para o usuário final? Front-end custom em Streamlit ou equivalente Surfacing nativo no app Gemini Enterprise
MCP, A2A e conectores Quatro docs abertas em quatro abas do navegador Uma skill guia quando usar cada protocolo

O fluxo concreto: "scaffold a customer-support agent"

Addy descreve o loop de uso em um prompt real. O editor com Claude Code ou Antigravity conectado, você digita:

"Scaffold a customer-support agent que chama nosso servidor MCP de order-status e registra em Observability."

As skills disparam em sequência — você revisa e faz commit:

1
Layout do projeto correto

Estrutura ADK padrão, dependências pinadas, variáveis de ambiente documentadas.

2
Grafo ADK com boa forma

Decisão explícita entre sequencial, colaborativo ou dinâmico — com um parágrafo de justificativa no README.

3
Config de deploy válida

Agent Runtime configurado com cold start, escalonamento, Observability já plugada.

4
Sandbox com least-privilege

O agente só vê o MCP de order-status; nenhuma permissão adicional é dada "por garantia".

5
Dataset de avaliação pré-semeado

Casos canônicos de customer support já no repositório — você sai do zero com baseline medível.


O que o design acerta

Três escolhas arquiteturais que fazem a diferença entre "mais um scaffolder" e ferramenta que as equipes vão querer adotar:

  • Agnóstico de assistente de codificação. Funciona com Claude Code, Codex, Antigravity — a escolha do editor permanece sua. Nenhum lock-in adicional.
  • Discovery-first. As skills explicam por que uma decisão foi tomada, não apenas o que. O assistente ensina enquanto constrói — seu time aprende Agent Platform no fluxo de trabalho.
  • Reduz fricção de docs fragmentadas. O conhecimento vem no momento certo, dentro do editor, não em quatro abas paralelas.
O objetivo é que seu assistente de codificação ensine enquanto constrói — para que os humanos do time também melhorem em Agent Platform.

Cuidados honestos antes de adotar

⚠️ O que os comentários no anúncio trouxeram A discussão pública sobre o Agents CLI levantou quatro pontos legítimos que nenhum scaffolder resolve sozinho: consumo de tokens (skills ricas aumentam o contexto em cada chamada), drift entre variantes (equipes diferentes geram agentes com convenções divergentes), debugging de edge cases (quando a decisão é da skill, a causa-raiz fica menos óbvia) e accountability arquitetural (quem responde pela escolha de grafo quando foi o agente que decidiu?).

Nada disso invalida a ferramenta — mas define o contrato correto: o Agents CLI é um acelerador de decisões, não um substituto de revisão de arquitetura. Em projetos Autenticare adotamos a regra: a skill sugere, o humano aprova, o Git registra.


Por onde começar

  1. Instale o Agents CLI no seu editor favorito (Claude Code, Codex ou Antigravity).
  2. Scaffold um agente pequeno — um caso interno de baixo risco, idealmente leitura-apenas na primeira iteração.
  3. Leia a justificativa que a skill escreveu no README antes de fazer commit. Essa é a parte que ensina.
  4. Habilite Observability antes de qualquer escrita em sistema de produção.
  5. Adicione seu próprio dataset de avaliação ao lado do pré-semeado — para medir seu caso, não o genérico.
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